Candidata tem prova trocada em concurso da Polícia Militar

Uma agricultora de 33 anos teve a prova trocada durante o concurso da Polícia Militar, realizado neste domingo (31). Maria de Fátima Silva Cunha percebeu a troca quando tentou registrar a presença na prova, feita com a coleta de impressão digital. Na hora a agricultora percebeu que o endereço dela, o mesmo cartão de inscrição, era usado por outra pessoa, que entrou antes dela na sala.

Um fiscal do concurso orientou a candidata a fazer a prova apesar da irregularidade, com o endereço de outra pessoa. A agricultora, no entanto, se recusou a fazer a prova temendo as possíveis implicações disso. Ela aguardou o prazo mínimo de duas horas para poder sair da sala.

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Segundo a candidata, outra candidata de Macapá (AP) registrou a digital duas vezes. Uma na prova dela – e então percebeu a falha e avisou – e então na prova correta. Porém, a prova da agricultora, que mora no município de Bujaru, não foi trocada.

‘Vim de longe, saí às 3h para chegar no horário, passei meses me preparando para a prova e então passo um problema desses e ninguém deu apoio nenhum. Foram grosseiros, sem paciência. Fui obrigada a ficar lá até dar a hora de sair’, desabafou. A candidata registrou boletim de ocorrência na Seccional de São Brás.

Maria de Fátima faria prova na Universidade Federal do Pará (UFPA) para o cargo de segundo tenente/assistente social. Ela espera alguma providência como a devolução do dinheiro da inscrição ou a realização de uma nova prova.

Ela diz ainda que vai processar a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), que organizou o concurso, por constrangimento e dano moral.

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